Cultura ao redor do mundo mostra diferenças na hora de limpar a bunda

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Talvez você não se lembre, mas é bem provável que você tenha gritado muito na infância: “Mããããe! Vem me limpáááá!!!” Com isso, a coitada parava tudo o que estava fazendo para ir passar papel higiênico ou lenço umedecido em seu bumbum. De lá para cá, você aprendeu a maneira “correta” de higienizar o seu traseiro após fazer necessidades, não é mesmo?

O problema é que não existe uma maneira dita como 100% correta. A forma de higienização depois de defecar varia muito de cultura para cultura, sendo que o próprio papel higiênico é uma invenção extremamente recente. Ele data de 1857, em um trabalho inspirado de Joseph Gayetty. Já os rolos de papéis foram inventados apenas em 1883, e vendem, anualmente, 7 trilhões de unidades apenas nos Estados Unidos!

O uso do papel para limpar o traseiro, porém, remete ao século VI a.C! Os chineses já usavam o material, mas pelo jeito ele não ficou popular até ser reinventado por Gayetty no século 19. Nesse meio tempo, o jeito mais comum de fazer a higiene foi através da água. Já imaginou ter que tomar banho toda vez que você faz cocô? Algumas pessoas até tem esse costume, mas é um pouco mais raro hoje em dia.

Papel higiênico francês da década de 1960

Outros materiais

O papel, entretanto, não foi o primeiro objeto usado para fazer a limpeza das fezes que grudam nos traseiros de todas as pessoas do mundo: ao longo dos últimos séculos, diferentes tipos de materiais foram utilizados com o mesmo propósito. Alguns eram mais “naturais”, como folhas, sabugos de milho, conchas e pedras!

Já outras culturas pensaram em materiais sintéticos, como alguns tipos de tecido e até mesmo de varas para retirar o excesso. Passar a vara no bumbum não tinha nenhum sentido sexual para pessoas que a utilizavam para esse fim. Você consegue imaginar?

Na Europa e no Japão, é muito comum encontrar um bidê ao lado do vaso sanitário para poder lavar as partes íntimas. Algumas casas brasileiras também possuem esse “assento”, mas será que você conhece alguém que já o utilizou para esse propósito? Lá no Japão, inclusive, a tecnologia incorporou o vaso e o bidê em um só lugar, com água morninha sendo jorrada no seu bumbum através do simples apertar de um botão – e você se seca com uma toalha ou até mesmo com um jato de ar.

Vaso sanitário japonês já faz todo o trabalho sujo para você

Cuidado ao cumprimentar

No Oriente Médio, é comum os banheiros terem um balde de água ao lado do vaso para você poder lavar suas mãos. Isso porque, por lá, é tradição você retirar o excesso de fezes com a mão esquerda. Tanto que nunca se deve cumprimentar alguém com essa mão em países com essa cultura: pode ser interpretado como uma grande ofensa!

Você pode achar que essa técnica bastante nojenta, mas lembre-se de que ela faz parte da cultura de região. E faz até melhor para o planeta, sabia? A quantidade de água e energia necessária para fabricar um rolo de papel higiênico é muito maior do que a quantidade de água para você limpar suas “partes” com a água do bidê.

Independente da técnica que você usa, saiba que a pele ao redor do seu ânus é bastante sensível – algo que você já deve saber. Portanto, nunca deixe que umidade ou restos de fezes se acumulem por ali. Além de ser bem nojento, isso pode trazer bastante desconforto se você ficar assado. E caso você seja adepto do papel higiênico, não custa nada rever um vídeo clássico do programa Bem Estar, da Rede Globo, ensinando a maneira correta de utilizá-lo:

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