Mais um envolvido : José Serra recebeu R$ 6,4 milhões da JBS via caixa 2

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Em sua delação premiada, Joesley Batista, um dos donos da JBS, afirmou que repassou R$ 6,4 milhões via caixa 2 à campanha do senador José Serra (PSDB-SP) na disputa para à Presidência da República em 2010, quando o tucano foi derrotado por Dilma Rousseff (PT).

Em depoimento, Joesley diz que recebeu pessoalmente Serra em seu escritório. Na ocasião, o tucano pediu ajuda para a campanha. “Autorizei [a doação de] R$ 20 milhões”, declarou Joesley, sem deixar claro se Serra pediu que parte da contribuição fosse feita via caixa 2.

Sem precisar quando, Joesley diz que, recentemente, em uma auditoria, descobriu que parte da doação foi feito com notas fiscais frias.

De acordo com ele, R$ 6 milhões doados à campanha de Serra foram justificados na contabilidade da JBS como sendo referentes a compra de um camarote em uma corrida de Fórmula 1. Joesley não deixa claro em que ano isso aconteceu nem se foi na corrida disputada no Brasil.

“Teve, realmente, esse camarote. Teve, realmente, essa corrida de Fórmula 1. Só não podia ter custado R$ 6 milhões”, explicou Joesley.

Segundo o delator, a nota fiscal estava em nome de uma empresa chamada LRC Eventos e Promoções, que pertencia a Luiz Fernando Furquim, morto em 2009. Furquim era amigo de Serra.

Outros R$ 420 mil doados via caixa 2 foram justificados com uma nota fria da empresa APPM Analista e Pesquisa, segundo Joesley.

Sobre o restante doado dos R$ 20 milhões autorizados por ele, o delator diz que foi tudo declarado à Justiça Eleitoral. “A diferença, os outros R$ 13 milhões, foram feitas em doações oficiais ao partido”, afirmou em depoimento.

Segundo o site do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), em 2010, a JBS doou oficialmente R$ 8,2 milhões ao PSDB, sendo R$ 3 milhões ao comitê de campanha de Serra e outros R$ 3 milhões à Direção Nacional do partido. Os R$ 2,2 milhões restantes foram doados para comitês estaduais.

A JBS doou outros R$ 7,34 milhões diretamente a candidatos tucanos.

Em nota oficial divulgada na noite desta sexta, o senador José Serra, que já é investigado no âmbito da Operação Lava Jato, afirmou que todas as suas campanhas eleitorais “foram conduzidas dentro da lei, com as finanças sob responsabilidade do partido. E sem nunca oferecer contrapartida por doações eleitorais”.

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