Lives Sertanejas Perdem Audiência E Apelam Para Sorteios Para Segurar O Público

As lives sertanejas surgiram como alternativa dos artistas para lucrar no período de pandemia, visto que estão tendo prejuízos milionários pela falta de shows. Popularizadas por Gusttavo Lima, as transmissões também estimulam os fãs a permanecer em casa e fazer doações para pessoas e entidades afetadas pela pandemia de coronavírus. Mas nem tudo são flores: recentemente, o site Movimento Country denunciou a precarização nos bastidores das lives.

No entanto, o intuito das lives sertanejas tem ficado de lado devido a situações provocadas pelos próprios artistas. O excesso de bebedeira e falas impróprias de Gusttavo Lima e as declarações bárbaras de Eduardo Costa, que ajudaram a afundar sua carreira, foram assuntos muito comentados nas redes – de forma pejorativa. Tal fato ajudou a conquistar a antipatia do público, que começou a ver as lives sertanejas como a espetacularização do ridículo, e não como forma de entretenimento.

A perca do público massivo das lives é reflexo da falta de bom senso e abuso de bebidas e polêmicas, que passam a vê-las como conteúdo pejorativo, não como opção sadia para as famílias e o divertimento geral. No entanto, com a diminuição do público, os artistas agora apelam para uma forma de manter os telespectadores ligados nas transmissões: os grandes sorteios de veículos e quantias em dinheiro.

Popularizados nas últimas semanas, os sorteios, que geralmente ocorrem no final das transmissões (o que obriga os telespectadores a assistir toda a live), tem servido para persuadir o público com grandes prêmios, com de carros e motos 0 km, além de altas quantias em dinheiro.

Mas se engana quem acha que todo mundo pode ganhar os prêmios. Para concorrer, o telespectador deve comprar um título de capitalização (geralmente de R$ 10, 15 ou mais), que tem parte do valor destinado à alguma instituição e gera um número que permite participar do sorteio na live.

Essa é uma modalidade conhecida como filantropia premiável, que dá às empresas que trabalham com título de capitalização o direito de vender números da sorte, desde que parte do valor pago pelo apostador seja direcionado para uma instituição, como o Hospital do Amor de Barretos, por exemplo. Nesse caso, a pessoa não apenas doa, como também recebe o direito de participar do sorteio de algum prêmio.

Os grandes sorteios são, então, resultado da baderna instalada nas lives sertanejas, que são “terra sem lei” na qual boa parte dos artistas faz o que julga necessário e coerente para manter a audiência alta. Com a audiência das transmissões em constante decadência, os artistas agora apelam para esse novo formato de engajar o público. Afinal de contas, quem não quer ganhar um carro novo?

Para ouvir o melhor do sertanejo é só dar o play :