Após apoiarem o fim da meia entrada, artistas sofrem com a falta de shows e prejuízos milionários

Os protestos para o fim da meia entrada nos shows agitaram o Brasil no início deste ano. Artistas como Zé Neto e Cristiano, Bruno e Marrone e Henrique e Juliano, que tem grande relevância na música sertaneja, fizeram o pedido pela extinção da lei ao presidente Jair Bolsonaro, que muitos deles apoiam, e que prometeu ajudá-los.

O ato revoltou o público, pois muitos dos fãs são de baixa renda e, na maioria das vezes, os ingressos tem o valor bem elevado. Além disso, os artistas recebem cachês milionários por mês e o valor do ingresso só resultaria em mais lucro para eles. Na época, os nomes do sertanejo foram massacrados na internet e muitos internautas prometeram boicote.

No entanto, o requerimento do fim da meia entrada junto ao presidente não saiu do projeto e, além de perder boa parte do seu público por egoísmo, seus lucros, ao invés de aumentar, diminuíram consideravelmente. Com a pandemia de coronavírus assolando o Brasil, os cantores sertanejos foram obrigados a cancelar seus shows, que tinham cachês de até R$ 700 mil por ato, o que lhes rendeu prejuízos milionários.

Sofrendo com a falta de shows, os sertanejos fazem lives constantes para tentar lucrar e recuperar uma parte dos seus prejuízos. Com o desinteresse do público para as transmissões, os cantores começam a sortear prêmios nas transmissões para atrair audiência e patrocinadores. Com a falta de shows e os prejuízos, alguns artistas foram obrigados a demitir sua equipe.

Agora, com a queda das lives sertanejas, os artistas planejam voltar com seus shows no formato drive-in. Será que o público se lembrará dos artistas que pediram o fim da meia entrada e colocar suas prioridades em jogo?

Para ouvir o melhor do sertanejo é só dar o play :